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>> terça-feira, 23 de julho de 2013

 
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Dicas de Treino

Faça EXERCÍCIOS COMPOSTOS para uma maior ativação!

 
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Obtenha um abdome mais bonito através de exercícios que integram todos os grupos musculares principais do tronco ou “core”.

Uma série de estudos revela dois postos-chave sobre o treinamento abdominal:
A força do abdome é necessária para evitar lesões em atletas, melhorar a mobilidade do corpo geral , e otimizar o desempenho funcional;
A melhor maneira de construir um forte e abdominais proeminentes é através de movimentos compostos, como agachamentos, levantamento terra, barra fixa, passadas, e levantamento Olímpicos.

O estudo comparou a ativação muscular, medida com a eletromiografia (EMG) dos músculos do tronco em exercícios abdominais de ISOLAMENTO e em COMPOSTOS.

Exercícios ISOLADOS foram aqueles que ativaram os músculos do tronco proximal da região lombar e abdominal (reto abdominal, oblíquos e eretores da espinha).

Os COMPOSTOS ativaram os músculos proximais do tronco, bem como o deltóide anterior, glúteos e eretores da coluna torácica.

Os resultados mostraram que exercícios COMPOSTOS ATIVARAM os músculos abdominais e lombares para UM GRAU MUITO MAIOR do que os de isolamento. E também ATIVOU um NÚMERO MAIOR DE MÚSCULOS, já que o glúteo e deltóide anterior teve que fazer uma contribuição significativa para manter o equilíbrio e estabilidade postural.
Outro estudo publicado registrado em leituras EMG sobre os músculos das costas para vertebrais mostrou que um levantamento terra realizado em 70 % da carga de 1RM provocou atividade EMG média de 88 %e pico de atividade EMG de 113,4 %. O exercício hiperextensão para lombar produziu uma atividade EMG média de 58 %, seguido de 46 % da atividade muscular para vertebral.

Os pesquisadores concluíram que o treinamento regularmente de LEVANTAMENTO TERRA com uma carga que varia de 70 a 85 % de 1RM será ÓTIMO para FORTALECER A PARTE INFERIOR DAS COSTAS e ajudam a prevenir dores nas costas.


(Pesquisa tirada do Site Gottschall, j., et al. Integration Core Exercises Elicit Greater Muscle Activation Than Isolation Exercises. Journal of Strength and Conditioning Research. 2013).

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Obesidade é doença?

>> sexta-feira, 5 de julho de 2013

 
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Brasileiros não consideram obesidade uma doença, diz estudo.

Entrevistados afirmam que ganho de peso é consequência de outros males

Que a obesidade é um mal que prejudica a saúde, todos sabem. Entretanto, um novo estudo brasileiro mostrou que quase metade da população não considera a obesidade uma doença. O trabalho foi desenvolvido pela farmacêutica Allergan em parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, a Associação Nacional de Assistência ao Diabético e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.

Coordenado pela Resulta CNP, empresa de pesquisa brasileira voltada para o segmento de saúde, o trabalho entrevistou mil indivíduos acima do peso, com uma idade média de 39 anos, residentes nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Salvador. A pesquisa traçou o perfil da população brasileira com obesidade frente aos tratamentos para emagrecer.

Os pesquisadores descobriram que 93,5% da amostragem não sabia seu próprio Índice de Massa Corpórea (IMC), sendo que 64% se enquadravam na faixa da obesidade. Metade revelou histórico de sobrepeso ou obesidade na família. De acordo com 37% dos entrevistados, o estresse foi o maior causador do aumento de peso, enquanto 25% afirmam que o ambiente de trabalho influenciou na obesidade.

O dado mais preocupante, no entanto, é o desconhecimento dos participantes de que a obesidade é uma doença que exige tratamento. O trabalho mostra que 48% dos entrevistados possuía alguma doença relacionada à obesidade, como hipertensão. No entanto, quando foram perguntados se consideravam a obesidade uma doença, 55% dos indivíduos afirmou que o ganho de peso era uma consequência de outros males, e não a doença em si ? quando na realidade essa relação é contrária. A obesidade não só é uma doença, como facilita o aparecimento das condições que acometiam os 48% da amostragem. Além da hipertensão, outras condições citadas foram diabetes, aumento de triglicérides no sangue, colesterol alto e doenças cardiovasculares ? todos quadros que têm a obesidade como importante fator de risco.

Aproximadamente 73% dos indivíduos disse acreditar em tratamentos preventivos para o sobrepeso e a obesidade, sendo que destes, 64% mencionaram a reeducação alimentar e 51% pontuaram a prática de exercícios como mais eficazes. Além disso, 56% dos entrevistados já fizeram alguma dieta restritiva e outros 26% já fizeram uso de medicamentos para emagrecer, sendo que a maioria não ficou satisfeita com os resultados.

Evite os sete maiores erros no combate à obesidade

De acordo com o endocrinologista Amélio Godoy Matos, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), a maior parte dos tratamentos para obesidade inclui um arsenal de remédios, já que são poucos os casos em que o paciente consegue reverter o problema apenas com disciplina. "Isso não significa, entretanto, que o uso de remédios dispense a adoção de hábitos saudáveis", explica. E está aí um dos principais nós relacionados ao controle de peso: muita gente acha que basta controlar a medicação para que os quilos comecem a desaparecer. "Quando isso não acontece, vem a frustração e o abandono das consultas", aponta. O erro é comum, mas não o único. Se você já tentou emagrecer e não alcançou sua meta, veja os principais erros, apontados por especialistas, no tratamento da obesidade:

Ignorar as calorias totais da dieta

"A alimentação desequilibrada é um dos principais fatores relacionados à obesidade", afirma a educadora física e doutoranda em nutrição Ana Dâmaso, coordenadora do Grupo de Estudo da Obesidade (GEO) da Unifesp. Segundo ela, quando este fator está associado ao excesso de peso, tona-se necessária a reeducação alimentar. Tudo começa estabelecendo um limite máximo de calorias que podem ser consumidas diariamente. "Uma pessoa acima do peso provavelmente ingere muito mais calorias do que seu metabolismo é capaz de queimar", afirma a especialista. Para isso, procure um bom nutricionista que possa elaborar um cardápio individual.

Fazer escolhas pouco saudáveis à mesa

Bobagem ficar dentro das calorias previstas para o dia se os alimentos que você consome têm valor nutricional nulo. De acordo com a educadora física Ana, gorduras e açúcares são os grupos de alimentos mais presentes na alimentação do paciente com obesidade. Aprender a montar um prato colorido com muitas frutas, legumes e verduras, e uma parcela menor de carboidratos e proteínas, faz parte da reeducação alimentar. "Com o tempo, os pacientes percebem que não é preciso passar fome ou comer alimentos sem graça para perder peso", explica.

Manter o sedentarismo

"Exercícios físicos são uma das principais estratégias terapêuticas não medicamentosas para combater a obesidade", diz a educadora física Ana. Segundo a especialista, atualmente exercícios valem por remédio. O método mais eficaz para perder peso é combinar exercícios aeróbios, como a caminhada, com exercícios resistidos, com a musculação. "Juntos, eles não só combatem a obesidade, como ainda ajudam no controle da síndrome metabólica e da esteatose hepática não alcoólica (acúmulo de gordura no fígado)", explica. Antes de iniciar o treino, procure um profissional para não realizar movimentos incorretos ou exagerar na dose, o que pode gerar lesões.

Perder o controle da ansiedade

A obesidade é uma doença multifatorial e, na maior parte dos casos, está ligada a disfunções emocionais. "Grande parte dos pacientes sofre de ansiedade, estresse e outros problemas que podem levar à compulsão alimentar, por exemplo", afirma o endocrinologista Marcos Antonio Tambascia, professor da Unicamp. Por isso, incluir um terapeuta comportamental no tratamento da obesidade pode ser fundamental para alcançar o sucesso.

Adotar outros hábitos prejudiciais

"Principalmente pacientes que foram submetidos à cirurgia bariátrica são mais propensos a adotar outros hábitos prejudiciais para compensar o prazer que deixaram de ter por não poder comer compulsivamente", afirma o endocrinologista Marcos. Segundo ele, é comum pacientes começarem a fumar e beber ao tentar seguir uma alimentação saudável. Por outro lado, alguns pacientes se sentem estimulados a mudar completamente de vida quando dão início ao tratamento da obesidade. Assim, começam a praticar exercícios, investem na reeducação alimentar e, de quebra, ainda adotam outros hábitos saudáveis como medida de prevenção da saúde.

Retomar os erros após a perda de peso

O paciente com tendência a ter obesidade não pode vacilar. Hábitos saudáveis adotados para perder peso devem ser mantidos mesmo após alcançar a meta. "Muitos pacientes acabam retomando os quilos perdidos porque deixam a disciplina de lado com o tempo", diz o endocrinologista Marcos. Segundo ele, comer bem, praticar exercícios e fazer check-ups no médico regularmente deveriam ser regra na vida de todas as pessoas durante a vida inteira. No caso de pessoas com tendência a desenvolver a doença, entretanto, a medida se torna ainda mais relevante e não segui-la pode trazer consequências mais imediatas, como a desnutrição e a volta da obesidade.

Resistir a tratamentos mais agressivos

"A cirurgia bariátrica nunca é a primeira opção de tratamento para pessoas com obesidade", afirma o endocrinologista Marcos. Mas indivíduos com índice de massa corpórea (IMC) maior do que 40 ou com IMC maior do que 30 e tendência a desenvolver doenças associadas à obesidade, como o diabetes, geralmente recebem indicação para a intervenção cirúrgica. Isso porque, neste caso, a necessidade de perder peso é imediata. Além disso, disciplina para mudar hábitos de vida nem sempre é o suficiente para vencer essa doença crônica. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental.

(Pesquisa tirada do Site Minha Vida.)

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Hemoglobina glicada: Exame

>> segunda-feira, 1 de julho de 2013

 
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Assista o vídeo logo a baixo falando sobre O que é hemoglobina glicada.

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O que é hemoglobina glicada

Hemoglobina glicada: exame

Exame para diagnóstico de diabetes mede concentração de glicose no sangue

Hemoglobina (Hb) é uma proteína presente em nossas hemácias (glóbulos vermelhos). A função da hemoglobina é transportar oxigênio no sistema circulatório. Denomina-se hemoglobina glicada (HbA1c) a fração da hemoglobina que se liga a glicose. Durante o período de vida da hemácia - 90 dias em média - a hemoglobina vai incorporando glicose, em função da concentração deste açúcar no sangue. Se as taxas de glicose estiverem altas durante todo esse período ou sofrer aumentos ocasionais, haverá necessariamente um aumento nos níveis de hemoglobina glicada. Dessa forma, o exame de hemoglobina glicada consegue mostrar uma média das concentrações de hemoglobina em nosso sangue durante aproximadamente 60 dias - não podemos dizer que são durante todos os 90 dias porque a hemácia pode não ter ficado viva todo esse tempo.

 Exame de hemoglobina glicada é um importante aliado da glicemia de jejum, um exame que mede as concentrações de glicose no sangue do paciente apenas no período da coleta. No entanto, os resultados podem oscilar dependendo de alguns fatores, como prática de atividade física ou medicações que o paciente ministra. Além disso, alguns indivíduos podem apresentar a glicemia de jejum normal e ter picos hiperglicêmicos em outros períodos. Por isso o exame de hemoglobina glicada é importante - ele mostra a concentração média de glicose no sangue de uma pessoa durante um longo período.

Outros nomes:

Hemoglobina glicosilada, Hb A1c
 
Quando o exame é pedido:

A hemoglobina glicada serve para diagnosticar a acompanhar o diabetes, em conjunto com os exames de curva glicêmica e glicemia de jejum. As principais doenças envolvidas na dosagem de glicose são o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2, mas a hemoglobina glicada pode ser indicada pelo seu médico mesmo que você não tenha sintomas definidos, apenas como parte do check-up de uma consulta - principalmente porque o diabetes pode permanecer assintomático por muito tempo. Em alguns casos, a hemoglobina glicada pode ser pedida para fazer o diagnóstico de anemia ou baixas contagens de hemoglobina. Raramente o médico pedirá o exame para fazer o diagnóstico de uma hipoglicemia, mas pode acontecer. Alguns sintomas ou condições que podem levar seu médico a pedir o exame de glicemia de jejum para uma investigação mais profunda são:
 
    
  • Exame de glicemia de jejum acima do normal
  • Urinar várias vezes ao dia
  • - Sede intensa
  • Perda de peso apesar da ingestão de alimentos
  • Glicemia fora do jejum maior que 200mg/dl
  • Desidratação
  • Tonturas
  • Mal estar (em crianças pode se manifestar como uma dor abdominal)
  • Fome intensa
  • Náusea- Desmaios ou comas
  • Troca da dosagem ou do medicamento para tratamento do diabetes
  • Parente direto com diabetes.


  •        
    Quem pode fazer esse exame?

    Não existem contraindicações para a realização do exame de hemoglobina glicada, podendo ser feito por qualquer pessoa que tenha indicação médica.
     
    Pré-requisitos para fazer o exame:

    Não há nenhum tipo de preparação para fazer o exame de hemoglobina glicada, sendo necessário apenas ir ao laboratório e fazer a coleta.
     
    Como é feita a glicemia de jejum:

    É colhida em laboratório uma amostra de sangue, que é analisada por meio de equipamentos automatizados. Os resultados são obtidos em cerca de uma hora.
     
    Possíveis complicações e riscos:

    Os riscos envolvidos no exame de hemoglobina glicada são aqueles inerentes a todos os exames de sangue, como hematomas ou lesões decorrentes de uma veia mal puncionada ou uma coleta difícil. Qualquer sintoma anormal, como tonturas ou hemorragias, devem ser comunicados ao médico. 
     
    Periodicidade do exame:
     
    Pessoas sadias deve fazer a hemoglobina glicada anualmente ou bianualmente, em seu check-up médico. Pessoas com diabetes devem ter um controle mais rigoroso, variando a frequência entre três a seis meses, conforme o caso.
     
    O que significa o resultado do exame?  
     
    Os valores da hemoglobina glicada irão indicar se você está ou não com hiperglicemia, iniciando uma investigação para o diabetes. Apenas laboratórios padronizados pelo National Glycohemoglobin Standardization Program podem ser utilizados para o diagnóstico de diabetes.
     
    Valores normais da hemoglobina glicada:
    • Para as pessoas sadias: entre 4,5% e 5,7%
    • Para pacientes com diabetes: abaixo de 7%.
    O que significam resultados anormais:
    • Entre 5,7% e 6,4% é considerado anormal próximo do limite
    • Maior ou igual a 6,5% é considerado consistente para diabetes. A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda o uso da dosagem de hemoglobina glicada também como critério de diagnóstico de diabetes mellitus nas seguintes condições: HbA1c maior de 6,5% confirmada em outra ocasião (dois testes alterados) ou uma dosagem de HbA1c associada a glicemia de jejum maior que 200 mg/dl na presença de sintomas de diabetes.
    O que deve ser considerado no resultado do exame?

    Os valores da hemoglobina glicada devem ser sempre individualizados pelo médico, levando-se em conta fatores como idade, tempo de diabetes, presença de complicações crônicas e risco de hipoglicemias. Algumas condições que podem apresentar valores acima ou abaixo do recomendado conforme interpretação do médico:
    • Estudos como o Diabetes Control na Complications Trial e United Kingdom Prospective Trial mostram que a manutenção da hemoglobina glicada em valores normais ou próximos ao normal (abaixo de 7%) pode reduzir o risco de complicações cardiovasculares em pacientes com diabetes. No entanto, pessoas que tem diabetes há muito tempo ou que não tem um controle glicêmico rígido podem ter valores normais menos rígidos (abaixo de 8%)
    • Crianças menores de sete anos ou idosos em idade avançada também podem ter tolerância para os valores, conforme interpretação do médico
    • Pessoas portadoras de doenças crônicas em estágio avançado ou com doenças que influenciem diretamente na qualidade de vida também podem apresentar valores normais um pouco acima dos 6%
    • Algumas pesquisas apontam que diferentes etnias podem apresentar resultados diferentes, como os africanos e asiáticos, que tendem a obter valores um pouco acima daqueles obtidos por indivíduos caucasianos
    • Pessoas que têm algum tipo de anemia podem apresentar uma dosagem alterada devido a anomalias na hemoglobina, indicando valores mais baixos do que o normal.
    Gestantes podem fazer?

    A hemoglobina glicada é um parâmetro de controle crônico do diabetes. Como a incidência do diabetes gestacional é maior após a 24ª semana de gestação, e a gestação dura em média 40 semanas, a hemoglobina glicada não é um exame importante para esta fase, já que mostra as dosagens de glicemia por um longo período. Durante a gestação se controla o diabetes crônico com dosagens diárias de glicemia capilar, usando um glicosímetro. Controle ultrassonográfico para avaliação do tamanho do feto e exames de curva glicêmica também fazem parte da rotina laboratorial na gravidez.
     
    Fontes consultadas:

    Endocrinologista Cleide Sabino, do Laboratório Pasteur
    Patologista Clínico Hélio Magarinos Torres Filho, Presidente Regional da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica - regional Rio de Janeiro, e diretor médico do Laboratório Richet
    Endocrinologista Milena Teles, do Fleury Medicina e Saúde.
     
    Assista o vídeo logo a baixo falando sobre O que é hemoglobina glicada.
    (Pesquisa tirada do Site Minha Vida.)

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    Sete frutas laxativas que combatem a prisão de ventre

    >> sexta-feira, 7 de junho de 2013

    Ameixa, abacaxi e figo têm substâncias que vão além das fibras para tratar o problema

    Prisão de ventre é um problema comum e que causa diversos transtornos. De acordo com dados da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), 20% da população ocidental apresenta o problema. O mal é prevalente principalmente nas mulheres, tanto que rendeu a pesquisa Saúde Intestinal da Mulher (SIM), realizada pela FBG e a Danone Research em 2012. Duas em cada três mulheres têm problemas intestinais, inclusive a constipação. Isso atrapalha não só o organismo, mas também a parte emocional. Das mulheres entrevistadas, 69% acreditavam que o problema impactava em seu humor e 50% diziam sentir também cansaço e falta de concentração.

    E como esse assunto está intimamente ligado à alimentação, diversos são os alimentos que podem influenciar na melhora desse problema. A substância mais comum são as fibras. "As insolúveis são parcialmente fermentadas no intestino grosso diminuindo assim o tempo de trânsito do bolo alimentar no intestino, aumentando a massa fecal", explica a nutricionista Fabiana Honda, da PB Consultoria Nutricional.
    Mas a prisão de ventre normalmente engloba diversos fatores, como a dificuldade de digestão, a velocidade do metabolismo e até mesmo a sensação de constipação, quando fica mais difícil evacuar. Na maioria das vezes, a prisão de ventre é definida como evacuar menos de três vezes por semana. Geralmente, ela está associada a fezes duras ou dificuldade para evacuar. Quem sofre com o problema pode sentir dor ou ser incapaz de evacuar depois de tentar e de fazer esforço por mais de 10 minutos. Por isso mesmo, não só as fibras são aliadas desse processo, algumas frutas contêm outros nutrientes aliados da melhor digestão e que liberam o trânsito intestinal.

    As chamadas frutas laxativas não precisam ser consumidas apenas por quem tem prisão de ventre, mas é preciso cuidado com as contraindicações. "Frutas laxativas permitem o organismo sempre estar regular. Só que não vão bem para quem tem diarreia crônica ou Doença de Crohn", explica a nutricionista funcional e clínica Daniela Jobst. A sua indicação é que da porção de três frutas diárias, duas sejam laxativas, para que o intestino funcione de forma equilibrada, sem imitar, porém, o efeito dos remédios laxantes que têm ação mais agressiva no organismo. Conheça quais são elas, para incluir no seu cardápio desde já.

    Ameixa

    Algumas frutas dessa lista vão surpreender você, mas comecemos com uma mais conhecida por suas propriedades favoráveis a um intestino regular, a ameixa. Muito famosa por sua alta quantidade de fibras, e não é só isso! "Um estudo realizado em 2002 apontou que a ameixa preta e o suco de ameixa são potentes estimuladores da motilidade intestinal, pois contêm o ácido diidroxifenil isatina", explica a nutricionista Fabiana Honda, da PB Consultoria Nutricional. Além disso, ela contém sorbitol. ?Umas substância com efeito de absorver mais água do organismo, e isso, aliado às fibras, acelera o trânsito intestinal?, ensina a nutricionista funcional e clínica Daniela Jobst. Está explicado porque nossas avós sempre recomendam essa fruta! A quantidade ideal é de duas ameixas frescas ou quatro ameixas secas ao dia.

    Mamão

    Não é a toa que um dos tipos de mamão se chama papaia! A fruta possui uma substância chamada papaína, grande amiga do nosso intestino. "Estudos mostram que essa é uma enzima proteolítica, ou seja, que auxilia na digestão de proteínas e diminuindo o tempo de exposição do bolo fecal", classifica Fabiana Honda. Isso ocorre porque há uma melhora na absorção dos nutrientes, logo não há porque eles ficarem por tanto tempo no intestino. Portanto, o efeito ajuda a digestão a funcionar melhor e aprimora o trânsito e a constipação. O indicado é consumir de meia a uma unidade da fruta por dia.

    Kiwi

    Essa fruta diferente na aparência, também é amiga da digestão, graças a uma substância especial que ela contém de forma exclusiva. "A actiniidina é uma enzima proteolítica que estimula os receptores do cólon, auxiliando na mobilidade dessa estrutura e facilitando portanto a laxação", descreve a nutricionista Daniela. A enzima também provoca a hidrólise de proteínas, mecanismo que pode auxiliar no processo intestinal. Somando-se isso tudo às fibras naturais do kiwi, tem-se um ótimo efeito contra a constipação. Para não errar na dose, você pode consumir até dois kiwis por dia, e o mais indicado é comê-los em lanches intermediários às grandes refeições.

    Abacaxi

    As proteínas são os nutrientes mais difíceis de serem digeridos, logo, qualquer substância que auxilie nesse processo estará sendo positiva para acelerar a digestão e evitar a constipação. É o caso do abacaxi e suas bromelinas. "Essa enzima tem como principal função contribuir com uma melhor digestão das proteínas da dieta, facilitando o melhor aproveitamento dos nutrientes, favorecendo a digestão pesada", define Fabiana. Podemos consumir até duas fatias por dia, ou usar o abacaxi como suco. De acordo com a nutricionista essa segunda opção aumenta as propriedades diuréticas e antioxidantes do corpo, sendo ainda mais saudável.

    Figo

    Outra fruta recheada de enzimas é o figo, e por isso vale a pena incluí-lo na dieta. Dessa vez o nome da estrela é ficina e ela também ajuda a digerir as proteínas, fazendo com que o bolo alimentar fique menos tempo nos intestinos e seja eliminado com muito mais rapidez. "Sua ação é nem semelhante á da actinidina e a bromelina", compara a nutricionista Fabiana Honda. Consumir de um a dois figos por dia já ajuda a melhorar a digestão.

    Amora

    A frutinha vermelha é rica em antocianinas, compostos antioxidantes e bactericidas que podem auxiliar na constipação intestinal. "Alguns estudos evidenciam que os taninos, um tipo de polifenol, presentes na amora ajudam na regulação intestinal assim como nas doenças inflamatórias intestinais", conta a Daniela Jobst. E para fechar com chave de ouro, a fibra presente na amora é a pectina, que tem a habilidade de absorver a água, fazendo que o trânsito intestinal fique melhor ainda. O consumo indicado, para não errar na dose, é de 1 xícara de chá de amoras por dia, e ela pode ser trocada pelas outras frutas vermelhas, como framboesa, morango e uva, sem problema algum. Vale a mesma quantidade para as outras frutas ou para a mistura delas.

    Abacate

    A fruta é sempre computada como vilã, por ser muito gordurosa. Mas todos esquecem que são gorduras boas, e por isso mesmo são as responsáveis por todos os benefícios da fruta para a saúde, inclusive as propriedades laxativas. "As gorduras monoinsaturadas que pode auxiliar na lubrificação das fezes", explica Fabiana Honda. Essa lubrificação impede o principal efeito da constipação e ajuda na hora de evacuar. Mas o alto valor calórico do abacate impede que ele seja consumido em grandes quantidades. Tente de duas a três colheres de sopa por semana, intercalando com as outras frutas.

    (Pesquisa tirada do Site Minha Vida.)

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